O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto obsceno durante cerimônia realizada nesta sexta-feira (4), no Palácio do Planalto, ao defender que a população de baixa renda tem direito aos mesmos serviços e bens consumidos pelas classes mais altas. O episódio ocorreu no último evento de entregas do governo federal antes do início das restrições impostas pela legislação eleitoral.Enquanto criticava o que classificou como um preconceito histórico contra os mais pobres, Lula levantou o dedo do meio e afirmou: “Precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles”. Em seguida, declarou que a população quer acesso a alimentos, roupas, viagens, médicos e dentistas de qualidade, rejeitando a ideia de que esses serviços devem ser privilégio de uma parcela da sociedade.Durante o discurso, o presidente também criticou o sistema de dedução de gastos com planos de saúde no Imposto de Renda. Segundo Lula, a narrativa de que apenas quem paga por atendimento privado tem acesso a serviços de qualidade ignora o fato de que essas despesas são abatidas na declaração do imposto, o que, segundo ele, representa um custo compartilhado pela sociedade.A cerimônia marcou anúncios de entregas e investimentos nas áreas de habitação, educação e saúde. A partir deste sábado (5), entram em vigor as restrições previstas pela legislação eleitoral, que limitam, entre outras medidas, a publicidade institucional do governo e a participação de agentes públicos em inaugurações de obras durante o período que antecede o primeiro turno das eleições.O PT pretende oficializar a candidatura de Lula à reeleição no dia 2 de agosto, em São Paulo.


