O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu prisão domiciliar humanitária ao pastor Márcio José Matos Poncio de Souza, investigado na quinta fase da Operação Unha e Carne, que apura a atuação de organizações criminosas no Rio de Janeiro e possíveis ligações com agentes públicos.A decisão, assinada neste sábado (11), substitui a prisão preventiva decretada no fim de junho. Segundo Moraes, a medida leva em consideração o estado de saúde do investigado, diagnosticado com retocolite ulcerativa grave desde 2013. Conforme laudos médicos anexados ao processo, Márcio Poncio passou por cirurgia para retirada total do intestino grosso e do reto e necessita de acompanhamento médico especializado e tratamento hospitalar contínuo.O ministro também considerou que a esposa do investigado enfrenta uma gravidez de alto risco. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se favoravelmente à substituição da prisão preventiva pela domiciliar, destacando que as buscas e apreensões já foram realizadas e que as medidas patrimoniais continuam garantindo o andamento das investigações.Apesar da mudança no regime de prisão, Márcio Poncio seguirá submetido a uma série de medidas cautelares, como uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados, impedimento de utilizar redes sociais, suspensão de registros relacionados a armas de fogo, entrega dos passaportes e restrição de visitas, permitidas apenas a advogados ou pessoas autorizadas pelo STF.Alexandre de Moraes ressaltou que a concessão da prisão domiciliar tem caráter excepcional e advertiu que o descumprimento de qualquer das determinações poderá resultar no retorno do investigado ao sistema prisional.


