Caso havia sido levado à Justiça após família denunciar demora da operadora na liberação do tratamento de urgência
Morreu neste sábado (4) o aposentado Osman Tenório de Holanda, de 89 anos, que aguardava autorização da Hapvida para a realização de um procedimento vascular de urgência em Maceió. O caso havia sido judicializado pela família, que alegava demora da operadora na liberação do tratamento considerado indispensável para preservar a vida do paciente.Antes da morte, a Justiça determinou que a Hapvida autorizasse, no prazo máximo de duas horas após a intimação, a realização de uma angioplastia associada à trombectomia bilateral, além de garantir equipe médica especializada e todos os materiais necessários para o procedimento.Segundo familiares, mesmo após a decisão judicial, a intervenção não foi realizada. Osman permanecia internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Maceió (HMAC), intubado e sob ventilação mecânica.O idoso havia sido diagnosticado com isquemia crítica dos membros inferiores, condição caracterizada pela redução severa da circulação sanguínea e que demanda tratamento imediato para evitar complicações graves.O velório teve início às 11h deste sábado, e o sepultamento está previsto para as 16h, no Cemitério Parque das Flores, na Capela 1, em Maceió. Até o momento, a Hapvida não havia se manifestado sobre o caso.


