A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em parecer enviado à Justiça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o inquérito sobre a arma registrada em nome do ex-presidente não aponta falta disciplinar capaz de justificar a alteração do regime de cumprimento da pena.Apesar disso, a PGR considerou que a pistola deve permanecer apreendida. Segundo Gonet, a posse de arma de fogo é incompatível com a situação de quem cumpre prisão domiciliar, já que a legislação exige, entre outros critérios, a comprovação de idoneidade para manter o armamento.Enquanto isso, a defesa de Bolsonaro terá 48 horas para se manifestar sobre a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal, que indiciou o sargento Estácio Leite Filho por porte ilegal de arma. O militar foi flagrado com uma pistola registrada em nome do ex-presidente durante uma blitz em Brasília. A polícia, no entanto, concluiu que o registro da arma continua válido e não identificou irregularidade no fato de Bolsonaro manter outra pistola em sua residência.


