As investigações da Polícia Civil de Alagoas para localizar Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, revelaram um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro, fraudes fiscais e organização criminosa. Segundo a corporação, a estrutura era liderada pelo pai do investigado e movimentou mais de R$ 305 milhões nos últimos quatro anos, sendo apontada como responsável por financiar a permanência do suspeito foragido.De acordo com o delegado José Carlos, da Dracco, a apuração começou após a Delegacia de Capturas (Deic) identificar dificuldades para localizar Victor Bruno. Com autorização judicial, a polícia analisou movimentações bancárias e constatou valores incompatíveis com as atividades declaradas pelos investigados. Apenas o pai do suspeito teria movimentado cerca de R$ 150 milhões no período.As investigações apontam que o grupo, formado por cerca de seis pessoas físicas e jurídicas, utilizava contas de terceiros, os chamados “laranjas”, para movimentar recursos de empresas. A Polícia Civil também identificou indícios de sonegação fiscal, já que empresas ligadas ao esquema recolhiam tributos considerados baixos, apesar das cifras milionárias movimentadas.Durante a operação, foram cumpridos mandados em sete endereços, com apreensão de documentos, celulares, computadores, dois veículos e aproximadamente R$ 90 mil em espécie. A Justiça também determinou o bloqueio de valores ligados aos investigados, enquanto Victor Bruno passou a responder, além do processo por estupro, por suspeita de participação nos crimes de lavagem de dinheiro, fraude e sonegação fiscal.


