LGBTfobia
Caso tramita sob sigilo no 7º Distrito Policial de Osasco e deve ser apurado inicialmente no prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado
A Polícia Civil de São Paulo instaurou, nessa quinta-feira (21), um inquérito para investigar supostas condutas discriminatórias atribuídas ao apresentador Carlos Massa, conhecido como Ratinho, em episódios exibidos no SBT. O caso tramita sob sigilo no 7º Distrito Policial de Osasco e deve ser apurado inicialmente no prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado.Segundo informações divulgadas, a abertura da investigação foi motivada pela repetição de episódios envolvendo declarações consideradas ofensivas contra pessoas LGBTQIA+ em um intervalo de cerca de 60 dias. Ratinho e integrantes da produção do programa poderão ser convocados para prestar depoimento durante o andamento das apurações.O primeiro episódio investigado ocorreu em março, quando o apresentador questionou a eleição da deputada federal Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, afirmando que ela não seria adequada ao cargo por ser uma mulher transexual. A parlamentar acionou a Justiça por transfobia, solicitando direito de resposta ao SBT e indenização, enquanto Ratinho também moveu ação contra a deputada por difamação. Em maio, outras duas situações ampliaram a repercussão: declarações em que o apresentador disse ficar “preocupado” ao ver casais do mesmo sexo se beijando em público e comentários feitos no quadro “Dez ou Mil”, apontados como homofóbicos contra participantes LGBTQIA+.De acordo com a investigação, o SBT não figura como alvo do inquérito, apesar de ser a emissora responsável pela exibição do programa. Procurada, a emissora preferiu não comentar o caso. Já a assessoria de Ratinho informou que o apresentador não se manifesta sobre assuntos jurídicos. A Secretaria de Segurança Pública confirmou a existência da investigação e afirmou que detalhes do procedimento permanecem sob sigilo para preservar a autonomia das apurações.


