Saúde
Estudo foi conduzido por pesquisadores do Canadá
Um suplemento amplamente utilizado por praticantes de atividade física pode ganhar espaço também na saúde mental. Uma revisão sistemática publicada na terça-feira (30) na revista científica Brain Medicine aponta que a creatina pode auxiliar no tratamento da depressão quando utilizada em conjunto com terapias convencionais, como antidepressivos e terapia cognitivo-comportamental.O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Ottawa, no Canadá, reuniu dados de seis pesquisas realizadas em cinco países, incluindo o Brasil, com um total de 238 participantes. Nos pacientes com transtorno depressivo, a combinação de 5 gramas diárias de creatina com antidepressivos, como o escitalopram, apresentou resultados superiores aos observados com placebo. Os cientistas também identificaram potencial para reforçar os efeitos da terapia cognitivo-comportamental.Apesar dos resultados animadores, os benefícios não foram observados da mesma forma em pacientes com transtorno bipolar em fase depressiva. Em alguns casos, a creatina não apresentou efeito significativo e dois participantes desenvolveram episódios de mania ou hipomania durante o tratamento, o que reforça a necessidade de cautela.Os autores destacam que as evidências ainda são preliminares e não justificam mudanças na prática clínica. Como os estudos analisados tiveram duração de apenas oito semanas, os pesquisadores defendem a realização de ensaios maiores e de longo prazo para confirmar a eficácia e a segurança da creatina como tratamento complementar para a depressão.


